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Programação, temporada 2022

Ballet Stagium 50 anos apresenta “Memória” e “O Canto da Minha Terra”

Theatro Municipal

04/11/2022 • 20H

[ Theatro Municipal – Sala de Espetáculos ]

Sobre O Canto da Minha Terra

De Décio Otero e Marika Gidali, esta obra de 2016, gira  em torno do universo sonoro de Ary Barroso (1903-1964), mineiro de Ubá, também cidade de Otero. Agora no Theatro Municipal de São Paulo, a companhia festeja seus 51 anos. Tempo que merece ser celebrado, pela arte do grupo e pela dança de todos que por ela passaram em muitos de seus programas – artísticos, educativos, formativos, sociais.
Fundada em 1971, por Marika Gidali e Décio Otero, através de um projeto amplo, a apontar uma política cultural para um país, paulatinamente o grupo se transformaria numa escola em constante trânsito.
Dançando em toda a parte: palcos, ginásios, tribos, barcos, praças, penitenciárias, hospitais e escolas. Através de seus artistas, a dança se extravasa para fora da cena, desaguando em aulas, palestras, projetos educativos, programas sociais, seminários, pesquisas, conversas e escuta de artistas e plateias.
No Stagium, o palco se transforma em sala de aula, em que conteúdos artísticos de muitos tempos, se apresentam em forma de dança. Por outro lado, a sala de aula sempre como um lugar para a construção de sua arte e não somente local de treinamento de intérpretes em busca de performance individual.
Em 2022, a sala de aula do Stagium segue sendo um moderno laboratório para a criação da arte, a dança se urdindo a partir de uma dramaturgia que subjaz a um país – sua história, seus personagens, sua vida e suas canções.
Em O Canto da Minha Terra, Otero e Gidali se lançam na tarefa de dar a conhecer uma terra, a MPB sendo desbravada como uma floresta tropical por onde ecoa poesia transformada em música, a respirar através da dança, que por sua vez, respira por entre as canções.
Em grande parte das obras, que remontam a mais de noventa estreias, pela arte do Stagium, somos colocados em átrios sonoros de nossos choros, valsas, serestas, modinhas, batucadas, e ainda em naves formadas por sonoridades do Alto Xingu, como em Kuarup, ou a questão do índio (1977). Mais recentemente, imersos estamos nas câmeras de ressonância das canções de Tom Jobim, Chico Buarque, Quinteto Violado, Luiz Gonzaga, Adoniram Barbosa, e, em 2015, de Ary Barroso, neste canto de uma terra.
Envolvidos pela obra de Ary Barroso, também autor de um dos hinos afetivos do país – a Aquarela do Brasil, sigamos o que estes bailarinos querem nos dizer/expressar/apresentar/representar em dinâmicas que vem de outras coreografias do grupo e naquelas em que criadores ainda se despojam de sua escrita para o desafio de novas experiências.
Tendo dançado em todos os cantos de nossa terra, o Stagium dança e canta o pedaço da terra de Décio Otero. Uma oportunidade rara para se pensar nas trajetórias dos criadores da dança do Brasil, com quem temos o privilégio da convivência em mesmo tempo histórico.

– Cássia Navas

Sobre Memória

Trazer à memória um processo significa entrar em contato com a natureza do tempo, num trânsito constante entre a experiência vivida e as percepções que se criam em torno dela. Em sua trajetória o Ballet Stagium criou mais de noventas obras, e em Memória resgata algumas propostas de sua produção artística ao longo destes 50 anos. As obras escolhidas formam um painel que nos remetem à nossa formação histórica e um olhar para a nossa contemporaneidade. No Stagium o processo estético/ético se faz pelo contato direto com as coisas e os acontecimentos, refletindo assim singularidades que dialogam diretamente com a sociedade.

Ballet Stagium 50 anos apresenta “Memória” e “O Canto da Minha Terra”
BALLET STAGIUM
Adria Sobral, Bruna Costa, Eduarda Julio, Gabriela Bacaycoa, Leila
Barros, Kethllin Bernardes, Rafaella Scotti, Eugênio Gidali, John Santos, Jonathan
Neves, Jean Linconl, Marcos Palmeira, Pedro Vinícius Bueno, Pedro Fernandes e
Wagner Macegosso, bailarinos
Décio Otero, ideia e coreografia
Marika Gidali, direção teatral
Ary Barroso, música
Oswaldo Mendes, narração
Aharon Gidali, edição da trilha sonora
Fernanda Guedelha, iluminação
Marika Gidali, Antonio Marcos Palmeira e Fabio Villardi, produção
In memorian: Ademar Guerra e Ademar Dornelles

Quadrado rosa com traço de tinta branco. Na parte inferior esta escrito “Programa de Sala”, “Clique Aqui”. Direciona para o arquivo digital do programa de sala.

Quadrado rosa com traço de tinta branco. Na parte inferior esta escrito “Programa de Sala”, “Clique Aqui”. Direciona para o arquivo digital do programa de sala.

Duração aproximadamente 90 minutos
Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária
Ingressos R$ 10,00 a R$ 30,00 (inteira)

Antes de participar deste concerto, conheça os protocolos recomendados e consulte a classificação indicativa disponível no Manual do Espectador (acesse aqui).

Programa sujeito a alteração